Hoje eu não tenho tenhuma boa história pra narrar, acompanhada de fotos que também contem do amor de alguém. A foto é do número de série da minha câmera, que foi roubada!

Quinta-feira minha casa (conj. Ponta Negra) foi arrombada e o pivete que entrou levou minha câmera, com lente e flash, e meu notebook. Fiquei arrasada, em choque com a situação, bem desanimada e assustada. Fiz boletim de ocorrência, acionei o seguro (que só cobre o corpo da câmera) e reforcei a segurança da casa com travas e cadeados – dois cadeados, além da fechadura, em cada porta! Tudo isso mexeu comigo. A tal ponto que vou me “render” a solução de morar em apartamento – coisa que eu detesto!!! Sinto falta de abrir a porta e poder pisar no chão de areia, ver um jardim, ver o céu… Receber amigos com toda liberdade e tranqüilidade que só uma casa proporciona.

Pois é, fui roubada de forma violenta – mesmo sem estar presente e, claro, não sofrer nenhum golpe ‘físico’, me sinto invadida e “agredida”, sim. Sinto que minha paz e minha intimidade foram violados, minha confiança abalada e meus direitos violentados!

O que perdi pode não parecer muito, pra alguns, mas ninguém tem noção do quanto suei e quantas noites sem dormir passei pra comprar cada coisa. A cada noite não dormida, a cada dia que passo correndo contra as horas, a cada contrato fechado, a cada trabalho entregue… em tudo isso, existe a realização de um trabalho que amo fazer, mas existe mais: existe aquela sensaçãozinha que nos move, de ir somando conquistas. Lembro da minha primeira câmera digital… lembro de como sonhei, anos depois, em poder trocar ela por uma melhor e que me ajudasse a evoluir com meu trabalho. Essa câmera que levaram me era tão necessária que vendi meu carro da época, há dois anos, pra conseguir tê-la!

E agora… parte das minhas conquistas foi parar numa boca de fumo, ao troco de pedras. Não é justo! Assim como não é justo eu estar na casa que eu sempre quis ter e ter que me manter trancada dentro dela. E, dentro dela, trancada em meus medos, ainda com a péssima sensação de uma presença estranha que me intimida e me impede de circular entre os cômodos. Não sei mais por quanto tempo vou conseguir fechar tantos cadeados e me negar a liberdade que preciso ter pra viver sorrindo.

Por enquanto, vou fazendo o que é possível. E sei que uma das coisas importantes agora é divulgar os objetos que perdi e o número de série da câmera, que é um modelo “raro” (poucos fotógrafos têm ela aqui em Natal). Quem sabe, né?

O corpo da câmera vou recuperar com o seguro (e vou fazer um post, assim que possível, sobre a importância disso!! pago seguro faz uns 4 anos,sempre achei que nunca precisaria…), também não cheguei a ter perda de trabalhos porque sou neurótica com backups e todos os meus trabalhos estão copiados no computador de mesa, nos HD´s externos e em DVD´s. Mas o computador, em si, e o resto do equipamento eu realmente perdi. Então, qualquer tentativa de recuperá-los é super válida!

A câmera é uma Canon 5D Mark II, número de série: 0520307545 (conforme foto) / A lente é Canon 70-300mm / o flash é Canon 550X / e o notebook é HP Pavilion DV5, número de série E-00002261.

Obrigada aos clientes-amigos que entenderam que esses últimos dias foram difíceis (em alguns nem dormi em casa, não consegui) e algumas entregas estão atrasadas, afetadas com tudo isso. Serei sempre grata a todos pela compreensão e carinho grande!!

CRW_8207menor

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2 comments

  1. Priscilla

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