Salto Agulha – A revista
Drika | 13 de julho de 2010 | 18:07

Era um projeto de Gládis Vivane, jornalista que trabalha com moda e vislumbrou um mundo editorial melhor e menos “vendido”. Era um projeto, hoje é concreto… real… aconteceu, se materializou e vai ser celebrado com uma festa de lançamento amanhã à noite.

Era um projeto tão bom, que me encantei e com muito prazer aceitei o convite pra fazer as fotos.

Era um projeto tão bom, que as leis de incentivo locais acreditaram e bancaram. Muitos pontos pra eles! leis bem aplicadas assim, possibilitam trabalhos isentos… arte livre! Primeiro ponto já vem do fato de terem enxergado moda como arte – pouca gente consegue! E essa é mesmo a proposta de Gládis.

Era um projeto tão bom que Gládis ralou muito, mas nunca desacreditou. Depois de aprovado, ela ralou mais ainda se fazendo presente em cada detalhe. Ela foi tudo, sozinha, que uma revista precisa! Deixo nessa revista muito suor… e um bocado de alma.

Era um projeto tão bom que se eu fosse você não perderia por nada a oportunidade de festejar junto o seu “parto”. De estar presente nesse lançamento, tocando num sonho que passou a ser real.

Abaixo, algumas fotos que fiz do makinf of de um dos trabalhos, enquanto a modelo era preparada pelas mãos de fada de Nalva. Nesse caso, especificamente, a maquiagem usada é cênica, reproduzindo uma personagem que Gládis idealizou pra sessão. Mostro só o making of pra ficarem com água na boca e ansiosos por ver o trabalho finalizado… lindo!! Notem o extremo cuidado da dupla Gládis+Nalva, dando a dica de que a revista não é qualquer revista mesmo! A elas, meus parabéns!!

Serviço:
Lançamento da Revista Salto Agulha
Onde: Solar Bela Vista
Quando: Quarta, 14/07/2010, 20h
Confirmar presença pelo email contato@saltoagulha.com
Pra conhecer mais do trabalho de Gládis: www.saltoagulha.com
Pra conhecer mais do trabalho de Nalva: www.cafesalao.com

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A capa:

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E se…
Drika | 8 de julho de 2010 | 10:08

…Eu falar menos e mostrar mais? Acho que funciona, né?!

Sou meio neurótica, do tipo metódica… e isso às vezes me atrapalha. Eu sempre acho que os posts têm que seguir uma determinada ordem, que tal trabalho não deve ser mostrado antes de outro, que existe uma sequência nas coisas que eu falo. E mais: Eu falo muito!!! Adoooro escrever! Adoro me comunicar diretamente com você, que tá aí do outro lado da tela e vem aqui me visitar! Daí, se não tenho tanto tempo pro texto ou algo me impede de mostrar o que “tá na vez”, eu não mostro nada! Louca, né?

Então bora, Dona Drika, mostrar mais e falar menos???

Com vocês, Alexandra Flôr e Leandro. Uma família inteira “Flor”, no sentido mais belo da palavra. Amei!

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Festinha!!!
Drika | 8 de julho de 2010 | 10:08

E uma festa que tem como dancing um tablado sobre a lagoa que, iluminada, fica verdinha?!… Uma festa com gente linda, amiga, simpática e muuuito animada, que ’se jogou na mega balada’!… E noivos que brindam com cachaça???!! ADOOOROOO!!!!

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Samuel e Renata
Drika | 22 de maio de 2010 | 3:40

Ando tão ausente. Eu mesma sinto falta de mim por aqui…

Mas nem quero entrar de novo naquele papo de que viiiivo sem tempo, ficar me desculpando e justificando o injustificável… quero agir. Reagir!!! Bora tocar a bodega, né? Faço assim: vou mesclando umas coisas de agora com outras do ano passado (muuuuuita coisa do ano passado que nunca mostrei!), e assim a gente vai atualizando a conversa.

E vamos falar dos meus noivinhos premiados??

Renata e Samuel nasceram um pro outro! piegas? aráaaa… tenho como provar que tudo foi premeditado pelos seus pais: eles vieram ao mundo e receberam o mesmo sobrenome, Oliveira. Sendo assim, continuam com o mesmo nome de solteiros ainda depois de casados, e ao mesmo tempo carregam o nome um do outro. Ok… a explicação foi tosca, mas é isso… os dois são Oliveira desde sempre e pra sempre! Pra mim, isso é um sinal divino!

O meu carinho pelos dois não se explica! Ou melhor… talvez se explique pelo fato de que foram os primeiríssimos a me procurar aqui em Natal quando voltei de Sampa, mas só isso não basta. É que eles são gente fina mesmo! a empatia rolou. Eles disseram de cara que não tinha como eles quererem outro fotógrafo e eu disse “sim” praquele casamento, de cara também, na primeira reunião. Muuuita negociação, troca de emais e uma data trocada… finalmente, tudo deu certo.

Fizemos uma sessão em estúdio e uma externa, antes do casório. Nunca sem antes um “brainstorm”, claro, até decidir lugar, roupa e etc, e, principalmente, o CONCEITO da sessão! Samuca é publicitário e pensou no tal conceito com muito cuidado e carinho (cá pra nós, Rê, que ‘noivo-presente’ você ganhou dos céus! Você não tem noção de como é raro o noivo ao menos topar fazer a sessão… imagina pensar em tudo, como ele fez!!). Ele queria mostrar a todos que as cenas do dia-a-dia dos dois seriam bem mais especiais agora, quando juntos. E, pra simbolizar a alegria, os balões coloridos… que significam a “cor” acrescentada na vida dos dois. Isso na externa. No estúdio, cenas simples do que seria a vidinha nova deles.

Pausa pra uma explicação: Os dois são evangélicos. E ninguém aqui tem noção do que foi 1. fazer Renata segurar uma taça com espumante pra brindar! 2. fazer Renata deitar, mesmo que COMPLETAMENTE VESTIDA, no colchão que montamos no estúdio, e posar embaixo do lençol com o noivo! 3. Renatinha deixar Samuel posar pra mais que 2 fotos sem camisa. E 4. Conseguirmos ALGUMAS fotos sem Renatinha segurando a franja! Geeeenteeee… pense numa sessão divertiiidaaaa!!! Samuca, um ator consagrado, tentava fazer a Rê posar relaxadinha… e eu fotografando. Às vezes até filmando, porque as cenas “pediam” o registro completo. E, claro, morrendo de rir.

E pra não acharem que eu tô aumentando e floreando… eu até já dei um “trash the dress” pra eles, por causa da nossa fotinho premiada… e por que tô morreeeeendo de saudades dessa nossa baguncinha toda, claaaro!!

Como cansar num trabalho assim? coooomoooo não amaaar esses dois?!? que agora, até prêmio me deram!!! Tudo foi tão bom e tão especial, que o prêmio veio como resultado. Parabéns pra nós, né?

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**Ficaram curiosos pra saber onde fica esse paraiso que serviu de cenário? É o condomínio Extremoz Eco Brasil…. perfeeeeeeeeeitooooooo… se eu pudesse MORARIA lá, e faria tooodos os meus ensaios “no quintal de casa”… ;-) E se você quer uma casinha no paraíso, corra aqui que os últimos lotes tão sendo disputados aos tapas!!!

Samuca e Rê – O Casório!
Drika | 22 de maio de 2010 | 3:40

Basta que eu diga que se houvesse uma premiação pra “noivo do ano”, tava eleito Samuca!

Vou sintetizar pra não me perder na falação – sou craque nisso! Vamos aos motivos:

- O cabra preparou um CD surpresa pra Rê ir ouvindo no caminho pro casório!!!!!!! eu pirei com isso… me derreti junto com ela em lágrimas!! Imagina: ela entrou no carro e recebeu uma pasta com as letras de todas as músicas que seriam tocadas no caminho, na sequencia do cd, em inglês e com tradução. Como se não bastasse, um bilhetinho anexado em cada página, escrito à mão, com lembranças e palavras doces pra fazê-la chegar ao altar confiante!
- Na hora dos votos, quando ele deveria FALAR algo pra ela… ele CANTOU! ele COMPÔS uma música especialmente pra ocasião e cantou emocionado, arrancando lágrimas de toooodo mundo que vibrou pelo amor lindo desses dois!

Pronto. Preciso falar mais??

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Uhuuuu!!!
Drika | 8 de abril de 2010 | 21:23

Muuuuito feliz!!! e, mesmo sem tempo agora de falar qualquer coisa mais elaborada, quero logo dividir com vocês minha novidade:

Minha foto acabou de ser premiada no concurso do Wedding Brasil – o maior congresso de fotografia de casamento da América Latina!! foram mais de mil fotos participantes, de gente muuuuito boa do Brasil inteiro, e a minha foi a sexta melhor eleita pelo juri oficial, formado por nada menos que os profissionais que eu mais admiro na fotografia brasileira – de casamento ou não – entre eles os mais que especiais Marcia Charnizon e Vinícius Mattos (amo o trabalho dos dois e, confesso, visito os blogs deles religiosamente!!) e minha musa dos tempos de pós-graduação em fotografia (no Senac SP), Simonetta Persichetti - aquela que, finalmente, me fez entender o que danado era semiótica!

Foi muita emoção ver minha fotinho no telão e meu nome sendo chamado, entre os 11 eleitos, num auditório cheio de feras nacionais e até internacionais no assunto.
Bom demais!!

Bom… tô aqui em Sampa ainda, no meio do furdunço, meio zonza, e quando tudo passar, logo que voltar pra Natal, escrevo mais e melhor a respeito de tudo.

Obrigada ao casal da foto, meus mais que especiais noivinhos Renata e Samuel! Obrigada a todos vc´s que estão sempre aqui! e muuuuito obrigada a minha família, que tanto me empurra pra frente! Mas o discurso do oscar preparo pro próximo post…hehehehe… é gente demais pra citar!

Abaixo a foto premiada e, depois dela, eu com cara de boba!

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“Pra ser só minha mulher…”
Drika | 2 de março de 2010 | 7:06

Não tenho vergonha de dizer o quanto admiro e, de certa forma, até invejo o amor que eu fotografo. Não é que eu ache que o amor, pra ser amor, tem que chegar no casamento. Acho mesmo que amor pode ser amor de mil maneiras, festejado lindamente até mesmo com uma troca de olhares cúmplices do casal em questão – quero dizer que um único olhar do meu amor, poderia me dar mais segurança que uma aliança, com festa e padre. Aquele olhar profundo, carregado de desejo e de certezas, que me diz “estamos juntos e é pra valer, porque você é a mulher que escolhi, é a minha eleita”. Pronto, pra mim basta, estamos “casados para sempre”!

Ou… bastaria. Na minha cabecinha racional, é suficiente. Mas… o que eu faço com toda essa carga feminina que me acompanha por mais de três décadas?!? como eu vou dizer pra minha mãe, por exemplo, que o ‘final’ que ela sempre me jurou ser o único ‘feliz’ sofreu adaptações e o que se tem hoje é apenas uma “releitura” (Ui!) dos antigos contos infantis?!

“Mamãe, ‘para sempre’ não existe mais!”.

Pois é, não sei bem se a culpa é da minha mãe, da cinderela, da branca de neve, de Manoel Carlos ou de hollywood com sua sessão-da-tarde-água-com-acúcar. O fato é que eu queria, sim, um final feliz e bem enfeitadinho.

Ainda falando de casamento, não sei o que ele simboliza pra você. Mas, pra mim, é: “deu certo! uhuuu!!”. Aquela paquerinha, que começou discreta no orkut… saiu de lá prum cinema… sentou um dia num barzinho, até ganhar as ruas e as esquinas, em amaços escondidos ou não, deu certo! chegou na fase final do game… pontuação máxima!!

Na minha cabeça, todos os pares quando se tornam um ‘casal’, estão dando as mãos e de saída em busca desse final. Mas, caramba… como se perdem no caminho!!! como são raros os que chegam no fim esperado!

Não é que tem que ter casamento. É que, no casamento, eu digo: conseguimos! superamos tudo aquilo que poderia ter nos separado. Você suportou todas as minhas implicâncias idiotas, minhas caras péssimas que não se explicam, a TPMzinha nossa de cada mês… você me amou até aqui “apesar de…” e, “apesar de…”, quer continuar me amando.

Com todas as letras: Sim… eu queria um final feliz assim. Eu queria que ele dissesse que sou eu e pra sempre. Que vai matar o dragão, vencer a bruxa malvada, cruzar o mundo, transpor muralhas, abrir a barriga do lobo mau… mas vai ficar comigo no fim dessa história. Toda mulher sonha ser motivo suficiente pra loucuras de amor. Quando o cara desiste no caminho, a sensação é de que o ‘motivo’ não era bastante.

E aí, não posso deixar de vibrar com Paloma e Fausto. Eles chegaram nessa fase, venceram tudo! Fausto, inclusive, venceu o grande desafio da timidez e posou lindamente ao lado da mulher que escolheu pra ser sua. Tinha muita paixão ao redor dos dois… muita certeza de que, mesmo não sendo fácil, é a coisa certa. Paloma é linda, uma mulher segura, bem resolvida… sabia exatamente o que queria das fotos, Fausto topou por amor, e o clima era tão intenso que o resultado ficou incrível.

Eles moram no Rio Grande do Sul e, ainda de lá, Paloma me achou e fechamos essa sessão. Eles chegariam em Natal no dia 29 de dezembro, pra um período de férias, e eu viajaria pra Sampa dia 30, à noite, pro réveillon. Só nos restou a tarde do dia 30. Fomos pra Pirangi e foi tão bacana tudo, que eu quase esqueci que tinha que viajar em algumas horas e minha mala sequer estava pronta. Saímos de lá à noite já, cheguei em casa às 20h, pra estar no aero às 21h30. Uma boa loucurinha de amor – de ambos os lados.

Festa, vestido, buquê, véu, padre, bolo e alianças são prêmios mais que merecidos prum casal assim! Eu tiro meu chapéu pros dois!!!

De volta aos contos, fica o aviso aos príncipes de plantão: se você não quer mesmo matar o dragão e todo aquele lance de bruxas e lobo mau… é melhor evitar torpedos madrugada afora com declarações de amor e saudade. Seria motivo suficiente pra Rapunzel se enforcar na própria trança, e você não vai querer conviver com essa culpa, que eu sei.

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De poetas a lobisomens… estavam todos lá!
Drika | 16 de fevereiro de 2010 | 1:57

Eu tinha que ver pra crer. Nos oito anos que vivi em São Paulo, sempre jurei que Natal era o túmulo de Momo!… Gratíssima surpresa sacudiu meu carnaval, quando eu não dava mais nada por ele: Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens, bloco de Ponta Negra que saiu sábado, dia 13. Fui à trabalho, cobrindo pro próprio bloco… mas quem disse que uma coisa impede a outra?!?… Bom demaaaaissss!!!!

Aliás… sobre Ponta Negra… eu nem ‘bem cheguei’ no bairro e já acho que não existe nada melhor em Natal! APAIXONADÍIIIIIISSIMAAA!!!! a sensação é bem parecida com a que eu tinha na Vila Madalena, em Sampa: tá tudo ali, do ladinho, facinho-facinho. Em poucos passos a praia, casas noturnas, restaurantes… um eterno veraneio.

Voltando ao bloco, parabéns aos organizadores. Eu imagino o abacaxi que deve ser botar pra frente um evento como esse aqui em Natal, numa época tradicionalmente morta, e fazer crescer como tem crescido. A sensação que ficou é que basta um empurrãozinho de leve da prefeitura + empresas ligadas ao turismo pra coisa deslanchar e passarmos a atuar de verdade no calendário do carnaval. Temos os artistas… temos gente boa pra produzir… e as fotos provam: temos público, sim!! além do que mostram as imagens, euzinha pessoalmente conheço um bando de gente que sai daqui meio que “a força” nessa época, só pra não morrer de tédio. Assim como conheço um outro tanto, Brasil afora, que viria correndo ao primeiro toque de um instrumento qualquer.

E que me entendam, ‘puramordedeus’! eu NÃO falo de um segundo carnatal! ok… ele já existe, então deixa ele lá em dezembro… tá ótimo pra quem curte, pra quem lucra, enfim… Ao invés de só olhar pra Bahia, que tal ver o exemplo de Recife? eles juntam tudo de bom, numa proposta honesta – onde quem lucra é a cidade, a sua cultura de um modo geral, e não os donos dos cordões que limitam os acessos aos blocos. É popular de verdade! e toca rock, pop, frevo e toda a lista de ritmos regionais… tem espaço pra tudo!

Confesso que por uns minutos sonhei com algo assim aqui, no sábado, quando acabou o bloco. Sabe quando você come um doce e alguém lhe pede o último pedaço, ou ele cai no chão?

Ahhhhhhh… acabou antes da hora… e a boca continuou a salivar!

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Rowse – quando casa uma irmã…
Drika | 3 de fevereiro de 2010 | 8:15

…Mesmo que a irmã não tenha seu sangue e o parentesco se dê por pura opção… tudo é tão mais especial! Confesso que a emoção atrapalha um pouquinho. Os sentimentos ficam confusos demais… se por um lado eu queria somente admirar, suspirar, sonhar junto e chorar… por outro, queria ser eu mesma a registrar, claro!!

Rosinha é jornalista pela UFRN, como eu, mas nossa condição de “irmãs” nasceu somente em São Paulo, quando, alguns anos depois de mim, ela chegou por lá. Nada aconteceu por mágica, nem por ‘obrigação’ de conterrâneas. Foi por afinidade, cavada em muita convivência. De pertinho e com carinho e cuidado, fui eu quem estive com ela no desabrochar dessa mulher madura, segura, desenrolada, destemida e confiante que é hoje.

Em nossa casa, na Vila Madalena, compartilhamos medos e inseguranças quanto ao futuro. Sorrimos juntas por nossas crescentes conquistas profissionais. Curtimos juntas tooodas as noites possíveis na ‘paulicéia desvairada’, descobrindo o que é, de fato, uma “baladinha”! Sarajevo, Matrix, Sambacana, Matrix, Bares da Vila, Matrix – sempre o Matrix!… noites quase sempre amanhecidas na banca de pastel da feira da Vila ou na Galeria dos Pães. Curtimos os dias também, claro, especialmente os sábados bem andados pelo Centro, Bixiga, Paulista… que sem dúvida acabavam na Benedito Calixto, em rodas suadas de Ciranda, Côco e Maracatu – pra não esquecer nunca de onde viemos! Brindamos juntas, com cana mesmo (pra ganhar a rua fria!), cada saída! torcemos por cada paquera e choramos o luto de cada decepção amorosa uma da outra – E que ninguém ousasse trapacear uma na frente da outra!

Foi ela quem me deu uma boneca no dia das crianças, aos 33 anos. Me deu uma seleção de classificados, cheia dos piores fiats 147, fusquinhas 66 e chevetts quando eu procurava meu primeiro carro em Sampa. Meu deu “O” vestido maravilhoso com o qual eu tanto queria festejar meus 31 – aliás, me deu também a comemoração mais perfeita desse aniversário! Me ‘cavou’ freelas pra fazer quando a grana tava curta e, pra ela, ‘nunca existiu no mundo fotógrafa melhor que eu!’ (Ui!!!!). Mas, bem além de cada gesto desse, ela se tornou uma fonte constante de carinho e apoio sempre que precisei. Como amiga, ela se mostrou uma excelente e necessária irmã!

E eu ouvi suas lamentações, cansada de esperar pelo carinha bacana. Por aquele que não virasse sapo depois da primeira noite ou do primeiro ano de namoro! Dei conselhos, puxei as orelhas. Mas sempre estive de mãos dadas, pronta pra unir forças e defender seus sentimentos de qualquer um.

E é claro que eu estava com ela quando conheceu Marcelo! Mais que isso: eu brinco que eu trabalhei muuuito pra que ela descolasse um marido! Eu trabalhei semanas na produção e fiz a cobertura fotográfica da festa em que eles se conheceram (na Cinemateca de São Paulo, Prêmio de Cinematografia). E ele podia ter sido mais um sapo no caminho de Rosinha… mas não foi. Marcelo chegou pra ficar! Foi demonstrando e nos conquistando, até que, por fim, num ato de bravura e amor extremos, largou Sampa e acompanhou minha amiga de volta a sua cidade, Natal. Pois é… coragem pra poucos! O paulista mais arretado que conheci! Daí em diante, vocês acompanham a história em cenas, eu me calo. Me deixem agora somente suspirar!

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buquedireitoSarina morou com a gente em Sampa e agora mora em Fortaleza, também casada. Tava toda quietinha lá. Mas… quando casa uma irmã, a gente trás outra de surpresa, pra completar afesta!!!

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…quando casa uma irmã a fotógrafa até tira o preto, coloca um vestidão florido, leva o espumante (porque conhece bem o efeito dele na amiga!!!) e até participa do brinde… afinal é madrinha! (foto de Sarina)

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E, por fim, quando casa uma irmã… as famíias se juntam, outras irmãs são descobertas e tudo fica feliz assim!

*Rosinha, toda linda pelas mãos de Nalva Melo

Sim!
Drika | 3 de fevereiro de 2010 | 8:00

“Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

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- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

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- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

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- Promete se deixar conhecer?

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- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

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- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

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- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

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- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

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- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

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Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.”

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bolo

* Na condição de madrinha, eu nem deveria ter clicado em vários momentos!! Mas não sei ser madrinha, sorry! Em todo caso, levei comigo um bom assistente e algumas fotos mostradas aqui são dele e estão marcadas na barra da imagem: “Por Cuca”. Cuca é Maurício Rêgo.
** Esse lugar incríiiivel onde rolou o casamento se chama Hellenus, fica nas falésias de Tabatinga (litoral Sul de Natal), e é administrado por uma pessoal igualmente incrível chamada Helleno.
*** O texto que usei nesse post se chama “Sermão do Casamento” e é atribuído a Mário Quintana. Mas há controvérsias e há quem diga que é de Martha Medeiros. Não consegui saber quem tem razão, por isso cito os dois.